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Mensagem do
Grande Conselheiro
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A Lei da Compensação
A lei
da compensação está associada àquilo que designamos por Karma, e este, por
sua vez, significa acção e movimento, que ao fim e ao cabo é a lei da vida.
Mas
para que servirá esta lei senão para a colocar também ao serviço dos
outros, e descobrir a alegria da partilha e a paz interior como compensação
dessa atitude? Habitando
Deus em nós, deposita-nos as suas virtudes, e se queremos assemelhar-nos a
Ele, devemos também distribuí-las para que frutifiquem. Não será essa a
verdadeira lei da compensação?
Agora
que estamos a iniciar um novo ano Martinista vamos socorrer-nos dos
conhecimentos de Louís Claude de Saint-Martin que explica esta lei de forma
magistral quando nos interroga da seguinte forma: “
Se nasceste forte, não foi para protegeres o fraco? Nasceste rico? Não
foi para derramares teus bens na mão do indigente? Nasceste com Luzes? Não
foi para esclareceres aquele que está envolto em trevas? Nasceste virtuoso?
Não foi para sustentares com o teu exemplo o homem sem força, ou para
aterrorizares ou fazeres tremer o homem mau? Remonta então por esses graus
à tua lei de origem. Se tiveres o cuidado de comparar
diligentemente todos os graus dessa grande cadeia, chegarás a reconhecer
que nasceste primitivamente para uma grande compensação.”
Nascemos
para o bem e o bem é ilimitado. Quando o materializamos, estamos a
acrescentar valor ao mundo e a cooperar na sua evolução da melhor maneira.
Acontece
que nem sempre, porque ainda não sabemos, agimos da melhor maneira,
cometendo erros, e por isso as coisas não acontecem como nós desejaríamos.
Pela
acção da lei do Karma, e dos erros que cometemos, acontecem-nos coisas que
não gostaríamos. Devemos ter em conta, nesses casos, que existe uma
perfeita justiça no universo e que em todas as circunstâncias da nossa vida,
o objectivo dos constrangimentos e das aflições que passamos, servem para
desenvolver qualidades e aprender lições.
Fernando
Gabriel Carreira
G. Conselheiro
PT1
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